sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Trabalho escravo no Brasil: ganância, miséria e impunidade



trabalho_escravoNo próximo dia 28, o Brasil comemora o Dia de Combate ao Trabalho Escravo, data esta marcada pelo assassinato de quatro funcionários do Ministério do Trabalho, no ano de 2004, quando apuravam denúncia de trabalho escravo na zona rural de Unaí (MG). A data foi oficializada em 2009, no entanto, essa luta é mais antiga. Desde o início dos anos 1970, a Igreja, com dom Pedro Casaldaliga, e a Comissão Pastoral da Terra (CPT), tem denunciado a utilização do trabalho escravo na abertura das novas fronteiras agrícolas do país.
Com isso, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), como entidade do episcopado brasileiro, é aliada ao combate desse tipo de prática, fazendo o chamamento ao diálogo de dioceses, paróquias, comunidades e entidades ligadas à missão pastoral. “Se é difícil combater o trabalho escravo pelos interesses que estão em jogo e pelo status que dele se beneficiam, mais difícil é derrotar a cultura do ter, que impulsiona muitas pessoas a serem escravas do trabalho só para acumular”, afirma o bispo da diocese de Barra do Piraí Volta Redonda (RJ), dom Francisco Biasin.
A CPT foi pioneira no combate ao trabalho escravo e levou a denúncia até a Organização das Nações Unidas (ONU), o que permitiu que o Governo fosse, de certa forma, réu, em um processo sobre a existência de trabalho escravo. Com isso, o Estado se comprometeu em criar uma estrutura de combate a esse crime em território brasileiro. “A igreja precisava tomar um posicionamento diante da realidade já muito explícita de trabalho escravo no Brasil, o Governo negava que existia esse tipo de situação”, disse o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e da Paz, padre Ari Antônio dos Reis.
Em meados de agosto de 2009, houve uma reunião com diversas entidades da sociedade civil, governamentais e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O objetivo do encontro era discutir mecanismos para potencializar o combate e a prevenção do trabalho escravo, e traçar estratégias de inclusão social, em condições de trabalho dignas, dos trabalhadores vitimados. “Desde 2009, nós estamos visitando e dialogando com as dioceses sobre a situação do trabalho escravo, e também criando nesses locais pequenos grupos que vão aumentar a reflexão sobre essa situação”, explicou o padre Ari Antônio dos Reis.
A igreja assumiu uma série de ações no combate a este tipo de exploração. A partir das primeiras reflexões do Grupo de Trabalho assumiu-se a iniciativa de organizar um encontro de trabalho envolvendo algumas entidades e bispos. A partir de então, foram definidas importantes resoluções de cobrança por parte dos governantes e capacitação das pastorais para assumir iniciativas adequadas em suas áreas.
De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o trabalho escravo apresenta características bem delimitadas. Além das condições precárias, como falta de alojamento, água potável e sanitários, por exemplo, também existe cerceamento do direito de ir e vir pela coação de homens armados. Além disso, os trabalhadores são forçados a assumir dívidas crescentes e intermináveis, como alimentação e despesas com ferramentas usadas no serviço.
Por parte do Estado, existem ações que podem auxiliar no combate ao trabalho escravo, como por exemplo, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 438. A "PEC do Trabalho Escravo" é considerada um dos projetos mais importantes de combate à escravidão, tanto pelo forte instrumento de repressão que pode criar, mas também pelo seu simbolismo, pois revigora a importância da função social da terra, já prevista na Constituição.
A PEC 438 foi apresentada em 1999 pelo ex-senador Ademir Andrade (PSB-PA), e propõe o confisco de propriedades em que forem encontrados casos de exploração de mão-de-obra equivalente à escravidão, e/ou lavouras de plantas psicotrópicas ilegais, como a maconha. A PEC 438/2001 define ainda que as propriedades confiscadas serão destinadas ao assentamento de famílias como parte do programa de reforma agrária.
Persistem alguns desafios para o Estado, a Igreja e a sociedade civil, voltados na perspectiva de enfrentamento e superação desta situação. Destacam-se a fiscalização eficiente, a mobilização social contra esta prática, a reforma agrária, superação da miséria. A impunidade, ainda constante, precisa ser combatida.  Na chacina de Unaí, por exemplo, quatro dos réus se encontram em liberdade, beneficiados por habeas corpus, e outros cinco (acusados de participar da execução) permanecem presos.
fonte:CNBB

domingo, 4 de dezembro de 2011

Eucaristia, sacramento que nos fortalece

Os primeiros cristãos tornaram-se fortes por causa da Eucaristia. Eles se reuniam para celebrá-la, mesmo correndo risco. Enfrentavam o martírio por causa dela, como aconteceu com São Tarcísio.

Precisamos de uma fé reavivada. Devemos crer que na Eucaristia está o Corpo e o Sangue de Jesus ressuscitado. Está o mesmo Jesus que veio uma primeira vez para realizar a nossa redenção, e que está voltando para consumar a redenção de todos. Estaremos preparados para a segunda vinda do Senhor fortalecendo-nos com Seu Corpo e Sangue.

É essa verdade que proclamamos em cada Santa Missa, logo depois da consagração do pão e do vinho: “Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!”

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

(Trecho do livro "Eucaristia, nosso tesouro" de monsenhor Jonas Abib)

Fonte-Texto:Canção Nova

quinta-feira, 30 de junho de 2011

JEREMY por Jefferson Carnaúba

O texto abaixo foi escrito por nosso amigo Jefferson Carnaúba (Jeffinho), foi postado no dia 21 de junho em seu blog jovensestrangeiros.blogspot.com.  

E aê, galera? Tudo na paz?
Bem, hoje eu estava escutando umas músicas aqui, e me fascinando com uma música do Pearl Jam, do álbum Ten, de 1991. A faixa seis, chamada Jeremy, é uma homenagem a um garoto vítima de bullying. Abaixo a tradução:

Jeremy
Em casa
Desenhando figuras de topos de montanhas
Com ele no topo, sol amarelo limão
Braços erguidos em V
Os mortos estendidos em poças de cor marron embaixo deles

Papai não deu atenção
Para o fato de que a mamãe não se importava
Rei Jeremy, o perverso
Governou seu mundo

Jeremy falou na aula de hoje
Jeremy falou na aula de hoje

Me lembro claramente
Perseguindo o garoto
Parecia uma sacanagem inofensiva

Mas nós libertamos um leão
Que rangeu os dentes
e mordeu os seios da menina na hora do intervalo

Como eu poderia esquecer
E me acertou com um soco de esquerda de surpresa
Meu maxilar ficou machucado

Deslocado e aberto
Assim como no dia
Como dia em que ouvi

Papai não dava carinho
E o garoto era algo
Que mamãe não aceitaria
Rei Jeremy, o perverso
Governou seu mundo

Jeremy falou na aula de hoje
Tente esquecer isto
Tente apagar isto
Do quadro negro

Jeremy falou na aula de hoje
Jeremy falou
Falou
Jeremy falou na aula de hoje...

Jeremy se suicidou em oito de Janeiro de 1991, aos 16 anos. Os garotos zombavam dele por causa de sua solidão, e o tachavam de problemático. Jeremy se matou atirando em sua própria boca, na frente dos trinta colegas de classe, e da professora do colégio Richardson, no Texas. Seus pais haviam se divorciado. Hoje Jeremy é lembrado através da grande música do Pearl Jam. Sinceramente, essa música poderia não existir, se um dia tivessem dado a ele uma chance. Infelizmente, ele foi um exemplo de que nós ainda não sabemos amar.
Abraço. Fiquem com Deus.

Fica aí a dica de blog e uma critica ao bullying.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

FACULDADE CANÇÃO NOVA INSCRIÇÕES ABERTAS

Caraaaamba! Hoje fui ler o último post do blog Jovens Estrangeiros do nosso amigo Jefferson Santos e acabei ouvindo na rádio Canção Nova sobre a FCN - Faculdade Canção Nova eu ainda não tinha ouvido falar que existia, agora eu já sei. Hoje foram abertas as inscrições para o vestibular 2011 os cursos são: Administração, Jornalismo, Filosofia e Rádio e TV. As inscrições seguem de 20 de maio a 24 de junho. Click aqui e se inscreva.

terça-feira, 19 de abril de 2011

DESABAFO escrito por Bruno Ferreira

O sentido não existe mais, o sorriso não existe mais, a alegria não existe mais, somente o silêncio existe.
Ajudar o outro sem nada em troca virou piada, o rir do outro virou um hobby, fazer com que o outro fique mal é engraçado e levá-lo a morte é papel cumprido. Os valores estão meio que estranhos senão dizendo, trocados.
Ninguém nunca parou para saber como as pessoas se sentem quando são caçoadas mesmo quando por amigos. O relativismo das coisas. 

UMA ÚNICA CRISE escrito por Bruno Ferreira

Estamos em crise? Crise financeira e econômica? Esses questionamentos nem se comparam a real crise que nos abate. A crise de valores existente em nossa sociedade. Olhamos para o lado e observamos que os bons, ou seja, as pessoas que se submetem a ética que é proposta nessa sociedade não chegam a lugar nenhum. Toda a corrupção existente não causa creio que nenhum espanto e surgi aquela seguinte frase: eles fazem eu também posso fazer. E tudo se transforma num relativismo. Aumenta-se cada dia o número de pessoas que passam fome que morrem de fome, que estão jogadas nas ruas como trapos e com trapos e também não se causa espanto. O valor não é mais prioridade o ser não é mais prioridade o ter é que é prioridade nos dias atuais.
Hoje a sociedade se engana achando que vivemos no auge da civilização por causa da tecnologia e se impressionam com seus feitos, mas vivemos sim uma crise. Crise esta que terá proporções tremendas.
Nossa sociedade possui uma visão reducionista da realidade, e hoje podemos ver qual o destino que aguarda a espécie humana e a biosfera. Destruir, destruir e se destruir. Esse é nosso fim.
A sociedade está cega, não vê a que ponto chegou, não valorizamos o ser humano, nem a dimensão espiritual implicando assim na desvalorização de nosso bem maior a Terra.
 Considerando a dimensão espiritual e propondo a idéia de que ela nos liga a todas as coisas e é fonte que promana em todo o ser onde sua expressão maior é Deus. Ela (espiritualidade) é a possibilidade de uma mudança em toda a estrutura da relação entre nós e o outro, nós e todas as coisas, nós e o planeta Terra, e não esquecendo entre nós e Deus, tendo Deus como uma busca constante da perfeição de nosso ser, busca esta que não alcançamos, pois está sempre um passo a frente.

“Espiritualidade significa vivenciar esta situação na medida em que é permanentemente buscada, mesmo que não se deixe apreender e se desloque sempre um passo a frente. O drama do ser humano atual é ter perdido a espiritualidade e sua capacidade de viver um sentimento de conexão. O que se opõe à religião ou à espiritualidade não é a irreligião ou o ateísmo, mas a incapacidade de ligar-se e religar-se com todas as coisas. Hoje as pessoas estão desconectadas da Terra, da anima (da dimensão do sentimento profundo) e por isso sem espiritualidade. (http://www.leonardoboff.com/site/lboff.htm )

                A ditadura do ter, a ditadura da magreza, ditadura da beleza e principalmente a ditadura da razão que proporcionou toda uma estrutura de pensamento e retirou a percepção humana de toda completude das coisas e de sua ligação com a Terra. A racionalidade supervalorizada criou certo modo de pensar, de viver, de ensinar, de fazer ciência, e essa cultura dita moderna entrou em crise que é expressa nas atuais crises que são expressões de uma única crise.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

EIS O TEMPO DE CONVERSÃO por Diac. Luciano Soares

           Com a quarta-feira de cinzas, iniciamos o tempo litúrgico da quaresma por 40 dias, a Igreja vai repetir insistentemente no apelo que convoca todos para mudança de mentalidade de atitude (grego: metanóia - metanóia). Portanto, toda liturgia quaresmal tem presente essa busca sincera de conversão, para podermos viver, desde agora, as exigências e os valores do Reino de Deus.
O sagrado tempo da quaresma nos prepara para celebrar a Páscoa do Senhor. Para facilitar nossa busca sincera de mudança (conversão) inspirada no testemunho da Escritura, a Igreja nos propõe os chamados exercícios quaresmais: ORAÇÃO, JEJUM e ESMOLA.
Esposa de Cristo e Mãe dos fiéis, a Santa Igreja deseja fazer da quaresma um tempo de santidade, um período em que o ideal de vida cristã e esforço de santificação vão sempre cada ano um pouco mais além. A quaresma, a santa quaresma, são dias de eleição, ditosos dias, em que a Igreja transbordante de vida se lança ao trabalho com toda a energia da sua impetuosa e inesgotável fecundidade.
Ela exorciza, reconcilia, perdoa, prega, impõe as mãos, numa palavra revivifica as almas, reconduzindo-as às fontes abundantes da vida. Renascimento espiritual, renovação de vida, heróica ascensão ao calvário e ao sepulcro glorioso, a quaresma com as observâncias penosas que importa, é um manancial abundantíssimo de graças, que devemos amar com a doce expectativa duma reconstituição integral da nossa vida cristã.

Diác. Luciano Soares
In fide Et veritates